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Whisky, erros na cozinha e dança com convidados: Entenda por que auxiliar de buffet foi demitido por justa causa após festa na Bahia

Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), em Salvador Reprodução/TV Bahia Um auxiliar de cozinha de uma empresa de buffet foi demitido por justa causa ...

Whisky, erros na cozinha e dança com convidados: Entenda por que auxiliar de buffet foi demitido por justa causa após festa na Bahia
Whisky, erros na cozinha e dança com convidados: Entenda por que auxiliar de buffet foi demitido por justa causa após festa na Bahia (Foto: Reprodução)

Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), em Salvador Reprodução/TV Bahia Um auxiliar de cozinha de uma empresa de buffet foi demitido por justa causa após uma festa em Salvador, em 2025. Segundo a empresa, ele bebeu whisky durante o expediente, apresentou sinais de embriaguez, errou o preparo de salgados e deixou a área de trabalho para dançar e abraçar convidados. A demissão foi questionada pelo trabalhador na Justiça, mas acabou mantida pela Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). A decisão ainda pode ser contestada em instâncias superiores. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Mas, afinal, o que levou a Justiça a considerar que o caso justificava uma demissão por justa causa? Nesta reportagem você vai entender: O que aconteceu Motivo da empresa ter aplicado a justa causa Versão apresentada pelo funcionário Motivo do TRT ter mantido a demissão Agora no g1 1. O que aconteceu? O funcionário trabalhava na fritadeira durante uma festa no bairro da Pituba, em Salvador. De acordo com uma testemunha, que era garçom no evento, o local de trabalho ficava próximo à mesa de bebidas. O garçom afirmou ter visto o auxiliar se servir de whisky em um copo plástico. Depois disso, segundo o depoimento, ele passou a apresentar sinais de embriaguez e começou a cometer erros no preparo dos salgados. A encarregada foi avisada e determinou que o funcionário deixasse o evento. Ainda segundo a testemunha, ele se recusou a sair porque a festa não havia terminado. Depois, foi para o salão, onde teria dançado e abraçado convidados. Dois funcionários foram chamados para retirá-lo do local, e um carro da empresa foi usado para levá-lo para casa antes do fim da festa. 2. Por que a empresa aplicou a justa causa? A empresa considerou que o comportamento do auxiliar foi uma falta grave porque ele teria ingerido bebida alcoólica durante o expediente e continuado a agir de forma inadequada mesmo depois de ser orientado a deixar o evento. Outro ponto levado em consideração foi que ele trabalhava com uma fritadeira e utilizava instrumentos cortantes enquanto, segundo os relatos apresentados no processo, apresentava sinais de embriaguez. A empresa também afirmou que o comportamento gerou reclamação do cliente que havia contratado o buffet. 3. Funcionário negou que estivesse alcoolizado Na ação trabalhista, o auxiliar negou ter bebido álcool durante o trabalho e também afirmou que não estava embriagado. A 23ª Vara do Trabalho de Salvador, porém, considerou válidos os depoimentos apresentados pela empresa e manteve a justa causa. Para a Justiça, os relatos confirmaram a sequência dos acontecimentos: o consumo de whisky, os sinais de embriaguez, os erros no trabalho, a ida ao salão e a recusa em deixar o evento. 4. Por que a demissão foi mantida pelo TRT? O funcionário recorreu, mas a Quinta Turma do TRT-BA manteve a decisão. O relator do caso, desembargador Cláudio Kelsch, considerou que o depoimento da testemunha era suficiente para comprovar a falta grave. A defesa também questionou o fato de a empresa não ter realizado um teste do bafômetro no dia da festa. Para o relator, porém, o exame não era indispensável porque havia outras provas no processo. Os desembargadores Paulino Couto e Marcelo Prata acompanharam o voto do relator. A decisão ainda pode ser levada a instâncias superiores. LEIA TAMBÉM: Advogado é condenado após esconder comando para influenciar IA em recurso analisado pelo TRT da Bahia Loja de bijuterias é condenada a pagar R$ 15 mil para vendedora vítima de estupro; suspeito fazia segurança do estabelecimento Justiça determina que funcionário de mercado vítima de injúria racial receba R$ 40 mil de indenização Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻