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Onze trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda na BA; parte do grupo nasceu e constituiu família no local

Onze trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda na BA Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Onze trabalhadores foram resg...

Onze trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda na BA; parte do grupo nasceu e constituiu família no local
Onze trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda na BA; parte do grupo nasceu e constituiu família no local (Foto: Reprodução)

Onze trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda na BA Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Onze trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão, em uma fazenda de piaçava, na cidade de Nazaré, no Recôncavo Baiano. A ação foi deflagrada por Auditores-Fiscais do Trabalho, vinculados à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (8), porém o dia da fiscalização não foi detalhado. Segundo os dados, alguns dos trabalhadores atuavam na propriedade há cerca de 40 anos. Por isso, parte do grupo nasceu e constituiu família no local. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Na fazenda, a fiscalização encontrou casas de taipa (construídas com barro e madeira), que não tinham banheiros, água potável e nem iluminação adequada. Telhados e paredes estavam deteriorados e houve relato de um desabamento no passado. Agora no g1 Conforme a Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE), como banheiros, os resgatados usavam um buraco improvisado, com lonas e estacas, do lado de fora dos imóveis. Já a água era retirada de fontes e riachos, inclusive para beber. 🚫 Condições insalubres de trabalho Durante o dia, os trabalhadores chegavam a caminhar por 1 hora entre a plantação e as residências e, em alguns momentos, a produção de piaçava era transportada por eles, na cabeça. Também não eram fornecidos equipamentos de proteção individual (EPIs), não havia treinamento de segurança e os trabalhadores relataram cortes frequentes provocados por facões e pela própria piaçava. Os dados da fiscalização destacam ainda pagamento feito exclusivamente por produção, o que fazia com que as pessoas precisassem trabalhar o máximo possível para garantir uma renda mínima. Por isso, era necessário o trabalhar em fins de semana e feriados. E quando chovia ou adoeciam, os resgatados tentavam compensar trabalhando mais em outros dias. Como os trabalhadores não podiam escolher para quem vender a produção, toda a piaçava produzida precisava ser entregue obrigatoriamente ao empregador. Ainda segundo a fiscalização, nenhum dos onze resgatados tinha registro formal. Com isso, eles não acessavam direitos básicos como férias, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e exames médicos ocupacionais. Onze trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda na BA Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) ⚖️ Consequências Como resultado das providências adotadas, os vínculos de emprego foram formalizados, com registro no eSocial desde as respectivas datas de admissão e os correspondentes recolhimentos do FGTS e das contribuições previdenciárias, e foram asseguradas as verbas trabalhistas decorrentes dos respectivos contratos. Os trabalhadores também terão acesso ao seguro-desemprego destinado especificamente ao trabalhador resgatado de condição análoga à de escravo, observados os requisitos legais. Os Auditores-Fiscais do Trabalho responsáveis pela ação adotarão ainda as medidas administrativas cabíveis, com a lavratura dos autos de infração correspondentes às irregularidades constatadas, inclusive o auto específico relacionado à submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo. 🔎 A operação segue em andamento, e o empregador poderá ser alvo de autos de infração, inclusive pelo crime de submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão. ⚠️ Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. LEIA MAIS: Sem água, sanitários nem refeições adequadas: veja como estava grupo resgatado em situação análoga à escravidão na Bahia Alojamentos superlotados e remuneração irregular: 69 trabalhadores são resgatados em situação análoga à escravidão Vinte trabalhadores são resgatados em situação análoga à escravidão em obras de pavimentação na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻