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Grupo é suspeito de criar mais de mil títulos de créditos falsos e movimentar R$ 32 milhões em Salvador

Títulos de crédito falsos causam prejuízo de mais de R$ 15 milhões Três pessoas foram presas nesta terça-feira (15), em Salvador, durante uma operação q...

Grupo é suspeito de criar mais de mil títulos de créditos falsos e movimentar R$ 32 milhões em Salvador
Grupo é suspeito de criar mais de mil títulos de créditos falsos e movimentar R$ 32 milhões em Salvador (Foto: Reprodução)

Títulos de crédito falsos causam prejuízo de mais de R$ 15 milhões Três pessoas foram presas nesta terça-feira (15), em Salvador, durante uma operação que investiga um grupo suspeito de criar e negociar mais de mil títulos de crédito e recebíveis fraudulentos, incluindo duplicatas falsas. Segundo a Polícia Civil, os documentos movimentaram mais de R$ 32 milhões e provocaram prejuízo superior a R$ 15 milhões. Os suspeitos usavam empresas ligadas ao ramo veterinário, com atividades de comercialização e armazenamento de ração e insumos, para dar aparência de regularidade às operações e viabilizar a emissão dos títulos no mercado financeiro. A Operação Sem Lastro cumpriu oito mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais. Um casal foi preso no bairro de Jardim Armação, enquanto a terceira prisão aconteceu no Jardim das Margaridas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Durante as buscas, foram apreendidos celulares, tablets, escrituras, cadernos, comprovantes bancários e outros documentos que podem ajudar na investigação. Grupo é suspeito de criar mais de mil títulos de créditos falsos e movimentar R$ 32 milhões em Salvador Pedro Moraes / Polícia Civil da Bahia Como funcionava o esquema Segundo a polícia, o grupo criava títulos que simulavam dívidas reais de empresas. Os documentos eram negociados no mercado financeiro como se correspondessem a operações comerciais que, na verdade, não haviam acontecido. A investigação identificou mais de mil duplicatas falsas, envolvendo mais de 200 empresas que apareciam nos documentos como responsáveis pelos pagamentos, embora, segundo a polícia, não tivessem realizado as operações descritas. Para manter o esquema funcionando, os investigados também faziam pagamentos de alguns dos próprios títulos, usando recursos de empresas ligadas ao grupo. A prática, chamada de autopagamento, ajudava a criar uma falsa aparência de capacidade financeira e permitia, segundo a investigação, que novos títulos fossem negociados. Mesmo depois que as primeiras irregularidades foram descobertas, o principal investigado teria apresentado uma nova carteira de títulos fraudulentos no valor de R$ 17 milhões. Suspeitos tinham funções diferentes Operação Sem Lastro combate grupo suspeito de criar e negociar duplicatas falsas A investigação aponta que os três presos exerciam funções distintas dentro do esquema: O homem preso em Jardim Armação atuava nas áreas financeira e comercial. Segundo a polícia, ele era responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos. Também participava dos pagamentos feitos para dar aparência de normalidade às operações. A mulher presa no Jardim das Margaridas atuava na área financeira e contábil. De acordo com os autos, ela participava da manipulação de balanços e informações financeiras para conferir aparência de solidez econômica às empresas utilizadas nas operações. A terceira investigada é médica-veterinária e esposa do principal suspeito. Segundo a polícia, ela atuava na área patrimonial e societária. Suposta separação para proteger patrimônio Um dos elementos analisados pela polícia foi a transferência, em 24 de março de 2026, da totalidade das cotas de uma empresa, avaliadas em R$ 1 milhão, para a terceira investigada. A operação ocorreu enquanto as investigações estavam em andamento e, segundo a apuração, estaria relacionada a uma suposta separação considerada simulada pelos investigadores. Publicações nas redes sociais, no entanto, indicaram a continuidade da relação e da convivência do casal. Para a polícia, a movimentação societária pode ter funcionado como uma forma de proteger o patrimônio e dificultar a recuperação de bens relacionados aos valores obtidos com as fraudes. Comerciantes tiveram nomes protestados Segundo o delegado José Nélis, responsável pela operação, o esquema afetou comerciantes e investidores. Algumas pessoas tiveram os nomes protestados por títulos que, segundo a investigação, não correspondiam a dívidas reais. “O esquema atingiu comerciantes e investidores, além de diversas pessoas que tiveram seus nomes protestados indevidamente por títulos que não correspondiam a dívidas reais. Os prejuízos foram especialmente graves para pequenos comerciantes, levando alguns deles à falência”, detalhou. Ainda de acordo com o delegado, a movimentação de empresas e patrimônio também dificultou a localização e uma possível recuperação dos valores obtidos com as fraudes. A polícia informou que as investigações continuam para esclarecer a participação individual dos envolvidos, acompanhar o fluxo dos recursos e identificar possíveis outros integrantes do grupo. LEIA TAMBÉM: Homem é preso suspeito de envolvimento em esquema de roubos de veículos na Bahia Justiça mantém prisão de motociclista por aplicativo suspeito de estuprar passageira na Bahia Homem é espancado após intervir em importunação contra companheira no sudoeste da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻