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Casas Bahia em recuperação judicial: sindicato contabiliza fim de 12 lojas e demissão de mais de 300 funcionários em Salvador

Loja das Casas Bahia fechada Sarah Brito/g1 O Grupo Casas Bahia fechou 12 lojas e demitiu mais de 300 funcionários em Salvador, em meio às consequências do ...

Casas Bahia em recuperação judicial: sindicato contabiliza fim de 12 lojas e demissão de mais de 300 funcionários em Salvador
Casas Bahia em recuperação judicial: sindicato contabiliza fim de 12 lojas e demissão de mais de 300 funcionários em Salvador (Foto: Reprodução)

Loja das Casas Bahia fechada Sarah Brito/g1 O Grupo Casas Bahia fechou 12 lojas e demitiu mais de 300 funcionários em Salvador, em meio às consequências do pedido de recuperação judicial apresentado pela empresa à Justiça. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (18) pelo presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Renato Ezequiel. As demissões aconteceram na última sexta (14). O g1 entrou em contato com a assessoria da empresa, para comentar a situação na cidade e em outras partes do estado, mas não tinha recebido um retorno até a última atualização desta reportagem. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Das 16 lojas das Casas Bahia que funcionavam em Salvador, apenas quatro seguem em operação, segundo a entidade. São elas: Calçada, Cajazeiras, Itapuã e Pau da Lima. Agora no g1 Entre as unidades que foram fechadas, estão todas as que ficavam em shoppings, como Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Piedade. Ainda conforme o presidente do sindicato, não houve um aviso prévio sobre a decisão e os trabalhadores não receberam suas rescisões de contrato. "Nós estamos acompanhando de olho vivo nessa situação. É uma situação dramática. Foi uma demissão instantânea. Nos pegaram de surpresa na sexta-feira, mas nós estamos conversando com os trabalhadores", contou. Uma assembleia foi marcada com os trabalhadores para discutir a situação. "Todos estão sendo chamados para que nós possamos analisar que situação, que destino vamos tomar, em relação aos trabalhadores", disse. Recuperação judicial Em todo o país, quase 300 lojas foram fechadas e 3 mil funcionários foram dispensados, conforme os dados disponíveis no documento enviado à Justiça pela empresa. A recuperação judicial envolve a própria companhia e outras nove empresas do grupo. O objetivo, segundo eles, é reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. 🔎 A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite às empresas com dificuldades financeiras renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a companhia continue operando enquanto busca reequilibrar suas contas. (veja mais aqui sobre a recuperação judicial) Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em processos de falência e recuperação judicial. A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções significativas para os consumidores. Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ele ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária. LEIA MAIS: Funcionários do Banco do Brasil em Salvador protestam contra plano de demissões e fechamento de agências Loja de bijuterias é condenada a pagar R$ 15 mil para vendedora vítima de estupro; suspeito fazia segurança do estabelecimento Funcionários de mineradora fazem protesto contra fechamento de unidade em Simões Filho Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻